domingo, 28 de junho de 2009

Perguntas sobre o livro "O Príncipe", de Maquiavel?

No livro "O Príncipe", de Maquiavel há a “genialidade” maquiavélica:
conceitos de física e também conceitos de outras disciplinas.

A mátemática
Maquiavel poderia ter pretendido que "sua política não era mais que matemática, com seus signos fundamentais, mais, menos, igual.”
A própria “razão” provém de cálculo. Seu designativo vem de ratio, latim, significando ratear, contar, dividir, multiplicar:
Um sofisma que reserva a glória ao Príncipe é:
“Deus não quer fazer tudo, para não tolher o livre arbítrio e aquela parte de glória que nos cabe”.

Dentro do cálculo político, leva-se em conta todos os fatores políticos: que peso pode ter um juízo de valor (moral) sobre a soma (de dinheiro)?


Física
Força - A "lei" do mais forte

O apelo se de acordo com os princípios básicos da Física.
Marcílio Marques Moreira, na página 14 do seu "O Pensamento Político de Maquiavel" esclarece:
“O secretário da República florentina era amigo das leis e teórico empírico da força.”

Força, não se discute, é conceito de Física. Ainda mais força-bruta; e sobre a amizade de Maquiavel com as “leis”, principalmente aquelas de seu próprio interesse.
Jean Jacques Chevallier em "História do Pensamento Político", Tomo 1, página 273, revela os “tipos” legais que mereciam a atenção:

“A primeira lei é a da conservação, lei egoísta que é válida tanto para o Estado como para tudo o que vive, mas que, no caso do Estado, se amplia e se reveste de um caráter quase sagrado.

A segunda é a lei da concorrência vital que, num mundo dividido em Estados distintos, decorre irresistivelmente da primeira”.

Para o tirano vencedor, o conselho de “apressar-se a infligir todos os males que forem necessários, de um golpe, para que não tenha de renová-los diariamente, mas possa, pela cessação deles, tranqüilizar o espírito dos homens e depois cativá-los com benefícios. Os benefícios devem ser conferidos pouco a pouco, para serem mais plenamente apreciados”.

Não se esquecer do conselho ao príncipe: dar ao povo pão e cirso; divertir o povo com festas e espetáculos (shows).

Nas ações “contra os quais não há tribunal a que recorrer, os fins é que contam. Faça, pois, o Príncipe tudo para alcançar e defender o poder; os meios de que se valer serão sempre julgados honrosos e louvados por todos, porque o vulgo atenta sempre para aquilo que parece ser e para os resultados”.

Qualquer coincidência com a atualidade, evidentemente, não é por acaso:

A máxima de Maquiavel era: os fins que justificavam os meios.

Espero ter ajudado todos meus alunos compromissado com os Estudos.


Pesquisa sobre Maquiavel-Bom estudo!!!! 3º ano




Oficina de Filosofiawww.gb.pro.br
http://oficinadefilosofia.wordpress.com/


ESta aula está disponível aqui gravada. Desta vez, a aula foi em 25 de junho.
Na aula, relaciono o Iluminismo,
a Revolução Científica e o fim do Absolutismo.

http://oficinadefilosofia.wordpress.com/



Exercícios sobre Maquiavel – ( Respostas estão em baixo)
As respostas são dadas a partir dos trechos selecionados de “O Príncipe”.

1. Porque, conforme o trecho indica, as ofensas devem ser rápidas para que sejam rapidamente esquecidas.

2. É melhor ser governante com apoio do povo, pois o governante que apóia-se nos poderosos não governa sozinho, mas o que apóia-se no povo não é contestado ou igualado por ninguém.

3. Maquiavel refere-se a dois grupos principais: os que estão com o governante por inteiro (a estes o governante deve respeitar e manter junto a si), e os que estão apenas por interesse. Esses últimos dividem-se entre os que são interesseiros por defeito de espírito (de quem o governante deve se aproveitar) e os que são interesseiros por motivo de ambição política (de quem o governante deve manter distância).

4. É melhor ser temido do que ser amado porque, dada a natureza egoísta do homem, o amor é muito mais frágil do que o temor. O príncipe que é amado pode rapidamente perder sua autoridade; o príncipe que é temido pode sempre reforçar sua autoridade com ações violentas.

5. Embora o governante deva procurar ser temido, não deve procurar ser odiado: os súditos perderiam o respeito, e o governante passaria a temer a todos.

6. O trecho em questão argumenta que a veracidade e a honra não são vantagens para o príncipe, pois muitos grandes governantes traíam e enganavam aos outros governantes e aos súditos.

7. O governante deve usar a natureza humana, ou seja, agir conforme as leis, quando assim for desejável; contudo, deve usar a natureza animal, agindo violentamente, caso a ocasião assim exija.

8. Um príncipe deve manter sua palavra apenas se for necessário. Quando for preciso que o príncipe minta ou traia, deve fazê-lo sem sentimento de culpa.

Resposta
Respostas dos exercícios da página 146 Exercícios sobre Maquiavel – Respostas dos exercícios das págs. 163-164
1. Resumidamente, sobre dois pontos: a fonte primária do que se conhece (a razão para os racionalistas; os sentidos ou a experiência sensorial para os empiristas), e a existência de idéias inatas (existem para os racionalistas; não existem para os empiristas).

2. É sabido que o aumento do poder econômico da classe burguesa, vinculada ao grande comércio e à expansão marítima, foi acompanhado pelo crescimento do seu poder político e ideológico. De acordo com a interpretação proposta no capítulo, uma manifestação da ideologia burguesa pode ser identificada nas concepções epistemológicas contidas no pensamento dos filósofos empiristas, que pasaram a valorizar, mais que os anteriores, a experiência concreta e da investigação natural, atitudes que interessavam à burguesia, pela expansão da técnica, entre outros fatores.

3. Nessa afirmação, Locke expressa sua oposição à tese de Descartes sobre as idéias inatas. Levando às últimas consequências a tese empirista de que nada existe em nossa mente que não tenha antes passado, de alguma forma, pelos sentidos, conclui que, no instante do nascimento, a mente só poderia ser como uma “tabula rasa”, sem nada gravado, sem nenhuma idéia previamente escrita. Assim, todas as idéias que possuímos seriam adquiridas ao longo da vida, mediante a experiência sensorial e a posterior reflexão.

4. A partr de sua concepção empirista do conhecimento, centrada no papel da experiência e da negação das idéias inatas, Locke deduz que também não deve existir poder inato (ou de origem divina), como defendiam os adeptos do absolutismo monárquico. Portanto, o poder político deveria ter nascido da vivência e experiência das pessoas de uma sociedade, que devem ter firmado um pacto entre si para escolher a forma de governo que julgam mais conveniente ao bem comum.

5. O pensamento hobbesiano, além de materialista (para ele, a filosofia é a ciência dos corpos), é fundamentalmente mecanicista (expica toda a realidade pelo movimento dos corpos, determinado matemática e geometricamente). Nesse determinismo, em que os movimentos se derivam necessariamente de nexos causais predeterminads, não pode haver espaço para a liberdade.

6. (Não fazer. Não abordamos a filosofia de Berkeley nas aulas.)

7. Hume divide tudo que percebemos em impressões (os dados fornecidos pelos sentidos) e idéias (as representações mentais derivadas das impressões). Então, para ele toda idéia é uma cópia de alguma impressão. Assim, se uma pessoa nunca teve a impressão de uma cor, não pode ter a idéia dessa cor. No caso de um cego de nascença, ele jamais poderia ter idéia de qualquer cor, mesmo que seja uma idéia não muito fiel, pois não poderia ter jamais tido qualquer impressão visual.

8. Hume se refere ao conhecimento que temos das questões de fato, ou seja, das coisas existentes. Ele diz que esse conhecimento está baseado na representação, no hábito e na crença que dele decorre, e não num fundamento lógico dedutivo. Por exemplo, como vemos que o Sol nasceu todos os dias, cremos que ele nascerá amanhã e em todos os dias seguintes. Hume critica a proposta indutivista da ciência. Argumenta que a indução está fundada, em última análise, no hábito e, portanto, não é ciência, pois produz conclusões que serão sempre um salto do raciocínio impulsionado pela crença ou hábito. Ciência, para ele, é o conhecimento que decorre de um processo lógico-dedutivo.





ATENÇÃO FAÇA AS POSTAGENS DE SUA CONLUSÕES

ABAIXO

BEIJOS







O MUNDO DE SOFIA-LEIAM ESSE DEPOIMENTO




Diz um provérbio que ninguém pode entrar no mesmo rio duas vezes, porque nem você nem o rio serão o mesmo na segunda vez. E tenho essa experiência cada vez que eu releio um livro.

Estou no momento relendo “O Mundo de Sofia”, de Jostein Gaarden. A primeira experiência que tive com esse livro eu tinha exatamente a mesma idade da protagonista do livro Sofia, 15 anos, e devo admitir, foi um desastre. Achei o livro um tédio, chato de morrer, e cheio de… filosofia…

Mas algo dentro de mim dizia que ele era um livro legal, alguns colegas meus que tinham conseguido chegar até o final do livro diziam que era um livro muito bom, a crítica apoiava, as escolas adotavam e eu tinha que emitir algum juízo de valor, mas para isso precisava chegar até a sua última página! - eu sou daquelas que não opina antes do final!

E o tempo passou… Anos mais tarde talvez com 18, 19 anos li o livro de verdade. Li todas as suas 547 páginas. Consegui. E o mais surpreendente: ele é para mim um dos melhores livros que já li em minha vida.

Não tanto pelo enredo que é criado apenas para se adaptar à história da filosofia, a minha opinião positiva tem mesmo haver com as correntes filosóficas tratadas junto com a forma como Jostein Gaarden consegue colocar essas idéias no dia-dia de pessoas humanas como eu e você.

Sofia me serve de porto seguro, pois cada vez que estou a ponto de esquecer que existe um mundo além do Coelho Branco, corro pra Sofia. Corro pras idéias iniciais que nos deram material para chegarmos a concepção de mundo de temos hoje. Certas ou erradas, arcaicas ou vanguardistas o livro mostra o caminho percorrido, as quedas, a coragem de enfrentar o desconhecido – assim como Cabral se lançando a novas terras – num mundo cheio de emoções e incertezas, críticas e cálices de cicuta.


O MUNDO DE SOFIA
[DVDR] R$24,90

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Este administrado pela srta. Liddia Liddermann


Às vésperas de seu aniversário de quinze anos, Sofia Amundsen começa a receber bilhetes e cartões postais bastante estranhos. Os bilhetes são anônimos e perguntam a Sofia quem é ela e de onde vem o mundo em que vivemos. Os postais foram mandados do Líbano, por um major desconhecido, para uma tal de Hilde Knag, jovem que Sofia igualmente desconhece.
O mistério dos bilhetes e dos postais é o ponto de partida deste fascinante romance, que vem conquistando milhões de leitores em todos os países em que foi lançado. De capítulo em capítulo, de "lição" em "lição", o leitor é convidado a trilhar toda a história da filosofia ocidental - dos pré-socráticos aos pós-modernos -, ao mesmo tempo em que se vê envolvido por um intrigante thriller que toma um rumo muito surpreendente.


O filme é legendado em português.



Por se tratar se uma raridade, e de um filme de extrema profundidade, postamos ele para venda, sua imagem e audio são excelentes.

Qualidade DVD.



O mundo de Sofia ( filosofia )

http://br.youtube.com/watch?v=2tyWveV-Gg0





E nunca é da mesma forma. Nunca com a mesma intensidade. Hoje é Locke que me encanta. Amanhã Hegel, e ainda tento entender Bjerkely e fico literalmente chocada com Kierkegaard.

Mas dessa aventura acredito que todos deveriam participar. Esse deveria ser o espinho na vida de todas as pessoas. Buscar a razão da nossa breve existência, tentar vê além, mesmo que isso provoque risadas das outras pessoas, romper barreiras e raciocínios pré-estabelecidos.

E quando releio um livro como esse, quando passo novamente pelas teorias, quando me deparo com os questionamentos de mundo, mesmo centenas de anos após a sua concepção, mesmo num mundo pós-moderno e virtual, continuo com a mesma conclusão a qual Sócrates chegou: A única coisa que sei é que nada sei – nada além do que me foi revelado e ainda há muito a se vê.

Filosofia em sala de aula



Após décadas de desafio, hoje temos a filosofia como matéria obrigatória no ensino médio. A professora busca dar base para motivar os alunos e propõe uma difusão da filosofia mantendo a qualidade do saber filosófico.
Sobre quem pode lecionar Filosofia

belo espelho de palavras, em inglês,
com Teach (ensinar) refletindo Learn (aprender)

Conforme Parecer da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação - CNE/CEB Nº: 38/2006, aprovado em 07/07/2006, homologado pelo Ministro da Educação, Fernando Haddad, e publicado no Diário Oficial da União de 14/08/2006,

"Para garantia do cumprimento da diretriz da LDB, referente à Filosofia e à Sociologia, não há dúvida de que, qualquer que seja o tratamento dado a esses componentes, as escolas devem oferecer condições reais para sua efetivação, com professores habilitados em licenciaturas que concedam direito de docência desses componentes, além de outras condições, como, notadamente, acervo pertinente nas suas bibliotecas." (página 9)

Ou seja: professores/as devem ter Licenciatura em Filosofia ou História Plena.

http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/pceb038_06.pdf

Por outro lado, em se tratando de Ensino Médio público, além do diploma, o/a candidato/a deve ter sido aprovado em concurso público.


No passado, o curso para Licenciatura em Filosofia abria para outras licenciaturas, como História, Sociologia, Psicologia e que mais. Atualmente, a maioria das Licenciaturas é específica, dando direito a lecionar conteúdo de conhecimento específico.

Cabe retomar que a Portaria nº 399/89 normatizava os registros que então eram efetuados pelo Ministério da Educação, por meio de seus órgãos regionais, existentes à época. Esta é uma função que não mais existe, posto que os diplomas são agora registrados pelas próprias instituições de educação superior, segundo novas normas, cujo principal critério é o reconhecimento do curso.

A Portaria nº 399/89, situada em contexto de maior carência de profissionais habilitados e de escassez de cursos superiores no país, tornava possível o registro de professores para atuarem em disciplinas do ensino de 1º e 2º graus afins à da titulação, sob as seguintes condições:

(1) que o registro não excedesse o total de três disciplinas (art. 3º), incluída a disciplina mater ; e

(2) que para cada uma dessas disciplinas afins ficassem comprovados estudos em pelo menos 160 horas-aula (art. 4º); e

(3) que fosse comprovada a prática de ensino na forma de estágio supervisionado, em cada disciplina a ser registrada (art. 2º).

cf.: http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/pceb043_06.pdf

A Portaria MEC n.º 524, de 12 de junho de 1998, no entanto, suspende, mediante revogação da Portaria n.º 399/89, a expedição de registro profissional a professores e especialistas em educação.

O MINISTRO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO E DO DESPORTO, no uso das suas atribuições legais,

Resolve:
Art. 1.º Fica revogada a Portaria n.º 399, de 28 de junho de 1989, publicada no Diário Oficial de 29 de junho de 1989, página 10.586, seção I.

Art. 2.º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
Diário Oficial, Brasília, 18-06-98 - Seção 1, p. 3

fonte: http://www.derbp.com.br/portaria_mec_524.doc

No que diz respeito ao estado do Rio de Janeiro, o Conselho Estadual de Educação, em Parecer CEE Nº 033/2006 (N), responde a consulta da Secretaria Estadual de Educação sobre a contratação e o aproveitamento de docentes para ministrar aulas de disciplinas do currículo da Educação Básica e da Educação Profissional, tendo em vista a inexistência de cursos de licenciatura para algumas disciplinas, como Filosofia, Sociologia, Educação Artística e outras, a exemplo das correspondentes aos cursos de Educação Profissional.

“(...) Tendo em vista as dificuldades enfrentadas por esta Secretaria, no que concerne ao preenchimento de vagas de docentes em algumas disciplinas dos currículos de Educação Básica Profissional, face à baixa procura aos cursos de licenciatura como, por exemplo, Filosofia, Sociologia e Educação Artística, solicitamos a V. Sa. encaminhar consulta ao Egrégio Conselho Estadual de Educação, sobre contratação e forma de aproveitamento de docentes para atender às disciplinas do currículo da educação básica e profissional (...)”. (página 1)

Vale ver o Parecer que está em http://www.cee.rj.gov.br/coletanea/pn060033.pdf e encontrar lá, dentre outras disciplinas:

FILOSOFIA - Portadores de Diploma de Licenciatura em Pedagogia, Ciências Sociais, Sociologia e História, com o mínimo de 160 horas de estudos da disciplina.

Nosso entendimento, enquanto SEAF, é que um/a licenciado/a em Teologia, conforme formação superior específica, em curso universitário reconhecido pelo MEC, e que tenha ao menos 160 horas de estudos de Filosofia se enquadraria no Parecer do CEE.RJ.
As políticas de ensino desde o período colonial, os saberes do senso comum, a história da filosofia, a escola de massa, o ensinar filosofia para uma escola de massa, essas e outras questões são abordadas no livro de Lídia Maria Rodrigo, Filosofia em sala de aula.

A autora inicia a discussão com a seguinte preocupação que buscamos contextualizar a seguir. Até 1970, a filosofia já era adotada como matéria obrigatória no ensino médio. Depois disso, ficou parcial ou inteiramente fora do âmbito escolar e agora é retomada em um decreto de 2 de julho de 2008, assinado por José de Alencar, na ocasião como presidente da República em exercício.

A escola durante esse período mudou muito. Antes, quando a filosofia reinava no ambiente escolar básico, a educação era, inclusive, mais elitizada. Atualmente, a escola passou por várias transformações, uma delas é a massificação crescente. Ou seja, vários estratos sociais foram inclusos na escola e estes com nível de conhecimento bastante abaixo se comparado com as crianças de 1970.

Até que a escola esteja cada vez mais se tornando uma escola de todos e para todos, sem dúvida significa um avanço, não um retrocesso. Contudo, como a filosofia será inserida nessa escola massificada? O receio é que a disciplina seja “nivelada por baixo” em vez de servir para crescimento de todos.

Por esse motivo, ao longo do livro a autora propõe alternativas que ajudam o professor a desenvolver a filosofia no ensino médio. Para isso, a autora coloca em questão a prática docente, fala da importância de aulas expositivas em harmonia com as participativas, sugere textos teóricos para leitura, orienta essas leituras e propõe exercícios, de modo prático não só para o professor de filosofia no ensino médio, mas para o professor de humanidades de modo geral. Planejar as atividades e métodos avaliativos também são sugeridos pela autora para criação de um plano de aula consistente.

3º A,b,E-Leia o “post” que se segue. Vale a pena! Abraços,


Eu havia colocado no toca-discos aquele disco com poemas de Vinícius e do Drumond, disco antigo, long-play, o perigo são os riscos que fazem a agulha saltar, felizmente até ali tudo tinha estado liso e bonito, sem pulos e sem chiados, o próprio Vinícius, na sua voz rouca de uísque e fumo, havia recitado os sonetos da separação, da despedida, do amor total, dos olhos da amada. Chegara finalmente o último poema, meu favorito, “o haver” – o Vinícius percebia que a noite estava chegando, tratava então de fazer um balanço de tudo o que se fez e disso, o que foi que sobrou? Por isso as estrofes começam todas com uma mesma palavra, “resta…” – foi isso que sobrou.
Resta essa capacidade de ternura, essa intimidade perfeita com o silêncio…
Resta essa vontade de chorar diante da beleza, essa cólera cega em face da injustiça e do mal entendido…
Resta essa faculdade incoercível de sonhar e essa pequenina luz indecifrável a que às vezes os poetas tomam por esperança…
Começava naquele momento a última quadra, e de tantas vezes lê-la e outras tantas ouvi-la, eu já sabia de cor as suas palavras, e as ia repetindo dentro de mim, antecipando a última, que seria o fim, sabendo que tudo o que é belo precisa terminar.
O pôr-do-sol é belo porque as suas cores são efêmeras, em poucos minutos não mais existirão.
A sonata é bela porque sua vida é curta, não dura mais que vinte minutos. Se a sonata fosse uma música sem fim é certo que o seu lugar seria entre os instrumentos de tortura do diabo, no inferno.
Até o beijo…beijos eternos… Que amante suportaria um beijo que não terminasse nunca?
O poema também tinha de morrer para que fosse perfeito, para que fosse belo e para que eu tivesse saudades dele, depois do seu fim. Tudo o que fica perfeito pede para morrer. Depois da morte do poema viria o silêncio, o vazio. Nasceria então outra coisa no seu lugar: a saudade. A saudade só floresce na ausência.
É na saudade que nascem os deuses – eles existem para que o amado que se perdeu possa retornar – que a vida seja como o disco, que pode ser tocado quantas vezes se desejar. Os deuses – nenhum amor tenho por eles, em si mesmos. Eu os amo só por isso, pelo seu poder de trazer de volta para que o abraço se repita. Divinos não são os deuses. Divino é o reencontro.
A voz de Vinícius já anunciava o fim. Ele passou a falar mais baixo.
Resta esse diálogo cotidiano com a morte, esse fascínio pelo momento a vir, quando, emocionada, ela virá me abrir a porta como uma velha amante…
E eu, na minha cabeça, automaticamente me adiantei, recitando em silêncio o último verso: “.. Sem saber que é a minha mais nova namorada.”
Foi então que, no último momento, o imprevisto aconteceu: a agulha pulou para trás, talvez tenha achado o poema tão bonito que se recusava a ser uma cúmplice do seu fim, não aceitava a sua morte, e ali ficou a voz morta do Vinícius repetindo palavras sem sentido: “sem saber que é a minha mais nova”…”sem saber que é a minha mais nova”…”sem saber que é a minha mais nova…”
Levantei-me do meu lugar, fui até ao toca-discos, e consumei o assassinato: empurrei suavemente o braço com o meu dedo, e ajudei a beleza a morrer, ajudei-a a ficar perfeita. Ela me agradeceu, disse o que precisava dizer, sem saber que é a minha mais nova namorada… Depois disso foi o silêncio.
Fiquei pensando se aquilo não era uma parábola para a vida, a vida como uma obra de arte, sonata, poema,coreográfico. Já no primeiro momento quando compositor, ou o poeta ou o dançarino preparam a sua obra, o último momento já está em gestação. É bem possível que o último verso do poema tenha sido o primeiro a ser escrito por Vinícius. A vida é tecida como as teias de aranha: começam sempre do fim. Quando a vida começa do fim ela é sempre bela por ser colorida com as cores do crepúsculo.
Não, eu não acredito que a vida biológica deva ser preservada a qualquer preço.
“para todas as coisas há o momento certo. Existe o tempo de nascer e o tempo de morrer” (eclesiastes 3, 1s).
A vida não é uma coisa biológica. A vida é uma entidade estética. Morta a possibilidade de sentir alegria diante do belo, morreu também a vida, tal como Deus no-la deu – ainda que a parafernália dos médicos continue a emitir seus bips e a produzir ziguezagues no vídeo.
A vida é como aquela peça. É preciso terminar.
A morte é o último acorde que diz: está completo. Tudo o que se completa deseja morrer.


beijos!!!!!Marcia tomaz

3º A,B,E- Por favor Urgente!!!!!!-3.0







Faça a conclusão de Quem foi NIcolau Maquiavel seus pensamentos e postura diante da pólitica.

COnclusão com suas palavras






2º trabalho:Tudo sobre a Revolução Liberal desde O Iluminismo,Rev Francesa,Indepencia das 13 colônias e influência no Brasil(1822 a inconfidencia Mineira)3.0

Trabalho somente as conclusões

sábado, 27 de junho de 2009

Professores & Equipe da Escola estadual Jorge Amado


sala de tecnologia período matutino

Esse professoa foi meu aluno,,,afffffffffi



minha amiga Lucimara Conrado-Professoa dos pequeninos, com seu fihotinho matheus




MInhas companheiras, Adriane BIologia e sala de tecnologia na Escola Augusto Krug
Jocyane-Geografia nas Duas escolas Estaduais e municipio.

Tatiane Nascimento-Português E sala de tecnologia-Jorge Amado.











Meu amigoi Roni Exelente professor de Fisíca & Secretaria DA Escola Jorge Amado

"O importante da educação não é apenas formar um mercado de trabalho, mas formar uma nação, com gente capaz de pensar. "






O grande segredo da educação pública de hoje é sua incapacidade de distinguir conhecimento e sabedoria. Forma a mente e despreza o caráter e o coração. As conseqüências são estas que se vê. "
(Theodore Palmquistes)
"Não é possível refazer este país, democratizá-lo, humanizá-lo, torná-lo sério, com adolescentes brincando de matar gente, ofendendo a vida, destruindo o sonho, inviabilizando o amor. Se a educação sozinha não transformar a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda. "
(Paulo Freire)


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"Educar mal um homem é dissipar capitais e preparar dores e perdas à sociedade. "
(Voltaire)



"Educar es depositar en cada hombre toda la obra humana que le ha antecedido."
(José Martí)


"Educar é crescer. E crescer é viver. Educação é, assim, vida no sentido mais autêntico da palavra. "
(Anísio Teixeira)


"Educar a inteligência é dilatar o horizonte dos seus desejos e das suas necessidades."
(James Russell Lowell)


"Educai as crianças, para que não seja necessário punir os adultos."
(Pitágoras)


"Educação nunca foi despesa. Sempre foi investimento com retorno garantido. "
(Arthur Lewis)


"Educação é o que resta depois de ter esquecido tudo que se aprendeu na escola."
(Albert Einstein)


"Educação é aquilo que revela ao sábio, e disfarça do tolo, sua falta de entendimento. "
(Ambrose Bierce)


"A verdadeira educação consiste em pôr a descoberto ou fazer atualizar o melhor de uma pessoa. Que livro melhor que o livro da humanidade?"
(Mahatma Gandhi)




"A única coisa que interfere com meu aprendizado é a minha educação."
(Albert Einstein)

"A principal meta da educação é criar homens que sejam capazes de fazer coisas novas, não simplesmente repetir o que outras gerações já fizeram. Homens que sejam criadores, inventores, descobridores. A segunda meta da educação é formar mentes que estejam em condições de criticar, verificar e não aceitar tudo que a elas se propõe."
(Jean Piaget)


"A felicidade dos povos e a tranquilidade dos Estados dependem da boa educação da juventude."
(Emilio Castelar y Ripoll)


"A educação, no sentido em que a entendo, pode ser definida como a formação, por meio da instrução, de certos hábitos mentais e de certa perspectiva em relação à vida e ao mundo. Resta indagar de nós mesmos, que hábitos mentais e que gênero de perspectiva pode-se esperar como resultado da instrução? Um vez respondida essa questão, podemos tentar decidir com o que a ciência pode contribuir para a formação dos hábitos e da perspectiva que desejamos."
(Bertrand Russell)


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"A educação inicia o cavalheiro; a conversação completa-o. "
(Thomas Fuller)


"A educação é o processo pelo qual o indivíduo desenvolve a condição humana, com todos os seus poderes funcionando com harmonia e completa, em relação à natureza e à sociedade. Além do mais, era o mesmo processo pelo qual a humanidade, como um todo, se elevando do plano animal e continuaria a se desenvolver até sua condição atual. Implica tanto a evolução individual quanto a universal."
(Friedrich Froebel)


"A educação é o maior e mais difícil problema imposto ao homem."
(Immanuel Kant)



"A educação é aquilo que sobrevive depois que tudo o que aprendemos foi esquecido."
(Burruhs Frederic Skinner)


"A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo. "
(Nelson Mandela)




"A boa educação é moeda de ouro, em toda parte tem valor."
(Padre Antônio Vieira)